O governo argentino de Javier Milei intensificou sua agenda de desmantelamento do Estado como provedor de serviços sociais com a decisão ousada de privatizar complexos hoteleiros estatais que testemunham o fracasso do modelo peronista. A iniciativa, noticiada pela Revista Oeste, representa um rompimento direto com as políticas assistencialistas herdadas e uma clara demonstração da busca por eficiência econômica na Argentina.
Segundo a Revista Oeste, a estratégia central é abandonar o “turismo social”, conceito que perpetuou gastos excessivos sem gerar resultados efetivos no setor turístico argentino. O governo Milei reconhece a incompatibilidade de um Estado atuante em áreas onde não possui expertise e vantagens competitivas, buscando direcionar recursos para investimentos mais produtivos. A licitação para uma concessão privada de 30 anos do complexo hoteleiro Chapadmalal, localizado na costa argentina, exemplifica essa mudança radical.
A privatização completa de um segundo hotel em Córdoba coroa o esforço da administração Milei. O orçamento destinado a esse “turismo social” atingia aproximadamente US$7 milhões anualmente – uma quantia que se tornou insustentável diante do desinvestimento histórico e da deterioração física dos edifícios, construídos sob os governos de Juan Domingo Perón para oferecer férias subsidiadas aos trabalhadores. A gestão atual manteve esses hotéis fechados durante a última temporada de verão, evidenciando o caráter ineficiente do modelo anterior.
O ministro Federico Sturzenegger defendeu abertamente essa medida, argumentando que “não faz sentido o Estado administrar uma atividade complexa na qual não tem vantagem competitiva nem experiência”. A expectativa é que empresas especializadas possam revitalizar a região e aumentar seu valor turístico – um resultado esperado com o fim de práticas burocráticas desnecessárias. O governo Milei também extinguiu os cargos daqueles funcionários que permaneciam nos locais em função letífica, buscando otimizar recursos públicos para investir na adequação das instalações pelas novas empresas concessionárias.









