O governo americano intensifica a pressão sobre Daniel Ortega e seu aliado Rosario Murillo na Nicarágua com uma nova onda de sanções, classificando o regime sandinista como “inimigo da humanidade”. A medida, anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio via X (Twitter), demonstra crescente preocupação dos Estados Unidos em relação à situação política e aos direitos humanos no país.
De acordo com a Gazeta do Povo, as novas restrições de visto visam mais de 100 autoridades nicaraguenses e seus familiares que são acusados de serem cúmplices da repressão contra opositores políticos liderada pelo governo Ortega. A ação busca isolar financeiramente o regime sandinista, impedindo-o de continuar com suas práticas consideradas abusivas. Rubio enfatizou a determinação do Departamento de Estado em não ignorar os crimes e a brutalidade cometidos pela ditadura.
A morte do líder opositor Brooklyn Rivera, que faleceu após mais de 970 dias na prisão, continua sendo um ponto central da acusação contra o governo Ortega. A oposição afirma que sua detenção foi ilegal, enquanto o regime sandinista demorou a reconhecer oficialmente a causa da morte e ordenou o sepultamento do corpo em Manágua sob custódia policial – uma atitude vista como tentativa de encobrir informações.
O vice-secretário de Estado Christopher Landau já havia alertado sobre as condições desumanas enfrentadas por Rivera durante sua prisão, descrevendo um período marcado por “tratamentos desumano”, “detenção injusta” e “desaparecimento forçado”. A escalada da pressão americana – que inclui sanções contra mais de 2 mil nomes vinculados ao regime – demonstra a frustração do governo Trump com as constantes violações dos direitos humanos na Nicarágua, evidenciando o crescente isolamento internacional enfrentado por Daniel Ortega.









