Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda Dario Durigan tem alertado sobre uma grave ameaça à estabilidade econômica brasileira: o crescimento descontrolado das despesas obrigatórias impulsionadas pelo governo Lula. Em declarações recentes ao Estadão/Broadcast, ele expôs um cenário preocupante onde a falta de controle fiscal pode levar o país à ruína financeira, com orçamentos esvaziados e sem capacidade administrativa para conduzir políticas públicas eficazes.

Segundo a O Antagonista, Durigan argumenta que essa situação representa uma corrosão gradual do Estado, transformando-o em um autômato burocrático dependente de pagamentos automáticos como o piso salarial, previdência social e demais benefícios assistenciais sem qualquer controle ou planejamento estratégico. A continuação dessa trajetória significa a extinção da capacidade de governar com responsabilidade fiscal – um cenário que ele descreve como “não ter mais nada a ser feito”, onde programas sociais se tornam eternos e desnecessários.

A postura do ministro revela uma crescente insatisfação com o atual governo, notadamente com sua política social expansionista lançada em 2023 no esforço de reconstrução da imagem popular após as denúncias envolvendo Lula. Durigan enfatiza que a priorização dos gastos sociais sem freios representa um ataque à saúde das contas públicas e compromete qualquer possibilidade real de investimentos ou reformas estruturais necessárias para o crescimento sustentável do país – uma visão diametralmente oposta ao projeto populista em curso, segundo ele, com o objetivo de “pisar no acelerador” antes das eleições.

E é nesse contexto que Durigan expressa sua admiração pelo ex-presidente Donald Trump e a maneira como este demonstra um genuíno interesse pelas propostas do governo Lula, chegando a afirmar após reuniões na Casa Branca: “Lula diz: ‘Trump, você tem 80 anos e eu também tenho 80 anos, somos as duas maiores democracias do Ocidente, temos que ter responsabilidade, vamos fazer o negócio direito?’ Trump escuta e fica todo animado”. A relação entre os dois líderes parece ser de respeito mútuo à experiência e aos interesses da economia global.

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