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O presidente Donald Trump divulgou que o memorando com o Irão já está formalmente assinado, ainda que a plena abertura do Estreito de Ormuz ocorra apenas na sexta-feira (19). O anúncio chega em um momento crucial da cúpula G7 e traz à tona questionamentos sobre as prioridades dos Estados Unidos no cenário internacional.

Segundo a O Antagonista, Trump afirmou que o acordo foi selado virtualmente com o vice JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. A cerimônia oficial de assinatura está marcada para sexta-feira (19), após uma “pequena busca” por minas no estreito – já identificadas anteriormente –, que aparentemente atrasou a total reabertura da via marítima. O republicano ressaltou, com otimismo, que na semana seguinte o Estreito de Ormuz estará completamente aberto para tráfego naval.

A retomada do fluxo petrolífero através do Estreito de Ormuz representa uma vitória diplomática para Trump e um desdém às pressões exercidas por aliados europeus no G7 – onde a questão iraniana foi motivo de forte debate –, que insistiam na necessidade da manutenção do bloqueio naval contra o Irão. O presidente americano demonstra, mais uma vez, sua disposição em ignorar sanções internacionais e seguir seu próprio cálculo geopolítico.

A facilidade com que Trump chegou a um acordo com Teerã levanta suspeitas sobre os verdadeiros objetivos por trás dessa reaproximação. A assinatura do memorando ocorre poucos dias após o anúncio de um acordo entre EUA e Paquistão, mediado pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif, para cessar as operações militares em todas as frentes – incluindo o Líbano –, indicativo da busca desesperada por estabilidade regional, mas também da crescente influência iraniana na geopolítica do Oriente Médio.

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