Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fernando Haddad, ex-ministro do PT, intensificou sua crítica ao presidente Javier Milei da Argentina através de publicações nas redes sociais, gerando uma onda de questionamentos e apontamentos factuais que expõem as falhas em suas declarações. O petista voltou a atacar o modelo econômico argentino na última segunda-feira (15), argumentando sobre seu impacto negativo para os mais pobres do país vizinho.

Segundo apurou a Revista Oeste, Haddad dissemina uma narrativa simplificada e descontextualizada da situação econômica argentina. A publicação no X foi imediatamente confrontada por usuários que apresentaram dados oficiais provenientes do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec). Esses números revelam um cenário bem diferente: desde o segundo semestre de 2025, a pobreza urbana argentina diminuiu para 28,2%, representando o menor índice registrado nos últimos sete anos – uma redução expressiva de 11,9 pontos percentuais em relação à metade do ano anterior.

A defesa de Haddad sobre Milei como “covardia” ignora os avanços alcançados pelo governo argentino que chegou a derrubar a hiperinflação e reverter um grave rombo financeiro, acumulando superávits fiscais. A trajetória da Argentina até dois anos atrás era vista por alguns setores da sociedade brasileira como exemplo de coragem econômica, mas o desfecho atual demonstra uma realidade complexa e longe do discurso simplista promovido pelo ex-ministro.

A reação virtual não se limitou a dados factuais; usuários também resgataram críticas ao próprio Haddad no Brasil – especificamente à criação da “taxa das blusinhas” sobre compras online, um imposto que gerou grande insatisfação popular sob seu governo como Ministro de Fazenda. O pré-candidato Renan Santos (Missão) reforçou essas cobranças, utilizando o sucesso econômico argentino para demonstrar a eficácia do ajuste fiscal implementado por Milei, expondo novamente as falhas na argumentação inicial do petista e evidenciando que medidas com consequências negativas podem ser disfarçadas sob narrativas populistas.

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