O filme “Dark Horse”, que celebra o legado de Jair Bolsonaro, tem gerado controvérsia com comparações ousadas feitas pelo filho do ex-presidente e agora deputado Eduardo Bolsonaro sobre seu potencial impacto global, reminiscentes da grandiosidade de “Exterminador do Futuro 2”. Durante a exibição do longa em Las Vegas no dia 15 passado, o parlamentar destacou as semelhanças entre ambos os projetos como uma estratégia para contornar supressões governamentais e alcançar um público internacional. Como apurou a O Antagonista, Bolsonaro enalteceu a obra de Arnold Schwarzenegger – que arrecadou aproximadamente US$520 milhões nas bilheterias – buscando replicar seu sucesso duradouro com “Dark Horse”.
O financiamento do filme também se tornou objeto de escrutínio, impulsionado por um investimento substancial da produtora GoUp. A dona da empresa, Karina Ferreira da Gama, revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro contribuiu com mais de 90% dos custos de produção, elevando os gastos para cerca de US$13 milhões – equivalentes a R$65,7 milhões no câmbio atual. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou um investimento ainda maior: pouco mais de US$12 milhões – ou 92% do orçamento total -, atribuído ao banqueiro Vorcaro.
A dinâmica financeira por trás da produção expõe uma dependência considerável de recursos privados, com o produtor Mario Frias (deputado e executivo no filme) demonstrando gratidão a Vorcaro através de mensagens explícitas, incluindo um elogio à obra como “justiça divina” e referindo-se ao filme como “um grande milagre”. A troca trocas confirmou que o banqueiro estava disposto a apoiar financeiramente os esforços do filme.
As comunicações revelam uma percepção audaciosa por parte de Frias, enfatizando a crença da produção em “tocar o coração de milhões” e desempenhar um papel histórico fundamental para as futuras gerações – evidenciando claramente o que motiva investidores como Vorcaro a apoiar projetos políticos.









