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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta quinta-feira, dia 18, o projeto “Brasil sem Medo”, um plano abrangente de segurança pública com doze propostas para seu eventual governo. O lançamento ocorreu em São Paulo e contou com a presença dos senadores Sergio Moro (PL-PR) e Guilherme Derrite (PL-SP), demonstrando o amplo apoio que o PL tem mobilizado em torno da questão crucial da criminalidade no país.

A proposta mais polêmica do programa é a defesa da castração química para indivíduos condenados por crimes de violência sexual, uma medida radical defendida pelo próprio Flávio como forma de responsabilização e dissuasão desses criminosos. Segundo ele, esta seria uma resposta adequada à gravidade dos atos praticados contra mulheres e crianças – “Criminoso que destrói a vida de mulheres e crianças não merece complacência do Estado”, declarou –, reforçando o compromisso com a proteção das vítimas e a punição exemplar dos agressores.

O plano, segundo organizadores, reflete as preocupações da população brasileira em relação à segurança pública. Pesquisas indicam que 43% da população se sente ameaçada pela criminalidade (dados do Ipsos), enquanto o Datafolha aponta para este tema como um dos principais desafios eleitorais. Flávio Bolsonaro criticou a inércia e falta de apoio governamental em relação à segurança, argumentando que medidas eficazes têm sido obstruídas por políticas consideradas brandas e permissivas.

A proposta do senador vai além da castração química, incluindo o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas para agressores com medidas protetivas e a garantia de cumprimento integral das penas em regime fechado para crimes como assassinato ou violência contra mulheres – “Vamos obrigar assassinos e agressores de mulheres a cumprirem integralmente suas penas em regime fechado, porque hoje o sistema liberta criminosos depois que cumprem 55% da pena” –, buscando uma resposta mais contundente à criminalidade. Como apurou a Revista Oeste, Flávio Bolsonaro ressaltou os altos números de feminicídios no país durante o governo Lula e a necessidade urgente de ações eficazes para proteger as mulheres brasileiras.

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