O governo Noboa busca apoio militar estrangeiro diante do caos e da escalada criminosa que assolham o Equador. A medida, formalizada através de decreto assinado nesta quinta-feira (18), concede imunidade jurídica a militares de outras nações operando no país em combate ao crime organizado – uma jogada audaciosa para enfrentar um problema que se alastra sem controle.
A norma surge como consequência da declaração unilateral do Equador em estado de conflito armado interno, decretado pelo próprio Daniel Noboa em 2024 e impulsiona a estratégia governamental de combater as organizações criminosas dominantes na região. O decreto visa atrair cooperação militar por parte de países parceiros que integrarão suas forças às Forças Armadas equatorianas nas áreas mais afetadas pela violência, buscando uma resposta coordenada para o problema da criminalidade desenfreada.
De acordo com a O Antagonista, essa iniciativa responde diretamente aos esforços diplomáticos recentes do presidente Noboa nos Estados Unidos. A assinatura do decreto se oficializou após encontros no Pentágono com autoridades americanas como Pete Hegseth e Stephen Miller, fruto de “meses de trabalho”, conforme declarado pelo próprio Noboa em vídeo divulgado nas redes sociais. O objetivo é demonstrar que o governo equatoriano busca soluções externas para uma crise interna exacerbada pela ineficiência da segurança nacional.
A medida ecoa também a postura do antigo presidente Donald Trump na região, com o Equador se tornando um ponto de passagem crucial para o tráfico internacional de cocaína proveniente da Colômbia e Peru – países que concentram grande parte da produção mundial da droga. Como apurou a O Antagonista, segundo dados do Insight Crime, cerca de 70% dessa substância ilícita atravessa o território equatoriano antes de ser transportada para outros destinos internacionais. A alta taxa de homicídios no país – atingindo impressionantes 51 mortes por cada 100 mil habitantes, conforme registros da organização especializada –, evidencia a urgência na busca por soluções que vão além das medidas internas do governo Noboa.









