A postura de Rogério Correia demonstra a crescente instabilidade dentro do Partido dos Trabalhadores diante da investigação envolvendo o senador Jaques Wagner. Segundo a O Antagonista, o vice-líder do governo na Câmara pressionou publicamente por uma mudança drástica na posição do petista, defendendo sua retirada da liderança governamental no Congresso Nacional.
O deputado federal tem argumentado que essa decisão seria lógica e coerente com os princípios básicos de presunção de inocência, especialmente considerando o envolvimento de Wagner em um escândalo complexo envolvendo a instituição financeira Master e ligações à família do ex-presidente Bolsonaro. Correia demonstrou preocupação com uma possível manobra para prejulgar o caso, contrastando a situação atual com as práticas adotadas por governos anteriores que encaravam investigações policiais sem pressa em condenar antes de um julgamento formal.
A insatisfação se intensificou após correlação feita pelo deputado entre o caso Wagner e os questionamentos sobre contratos da Master com instituições ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, revelando uma tentativa velada de desviar a atenção do escândalo central. A postura adotada por Correia reflete um crescente clima de incerteza dentro dos quadros petistas em relação à condução das investigações e seus possíveis impactos na imagem da legenda.
O cenário se complica com o apoio incondicional demonstrado pelo ex-ministro Rui Costa, que assegura sua confiança no senador Wagner apesar do caso, assim como o posicionamento de José Dirceu, que reforça a necessidade de garantir à figura petista os direitos básicos de presunção de inocência e ampla defesa. A divergência manifestada entre as lideranças do PT expõe um rachadura interna sobre a condução das investigações da Operação Compliance em relação ao senador Wagner.









