O Partido Novo intensificou sua batalha legal contra a interferência do Ministério Público Federal na gestão privada de hospitais privados, demonstrando uma clara oposição à expansão da influência estatal sobre decisões que deveriam ser tomadas por instituições com autonomia administrativa e financeira. O partido acionou novamente os tribunais para defender um modelo onde as escolhas relacionadas ao atendimento médico são feitas pelas entidades privadas, sem imposições do governo federal ou de seus representantes.
De acordo com a O Antagonista, o Novo moveu uma intervenção no processo judicial principal que visa obrigar o Hospital Albert Einstein em São Paulo a implementar cotas raciais e de gênero para programas de residência médica. Paralelamente, protocolou representação disciplinar contra a procuradora responsável pela ação do MPF, acusando-a de abuso funcional e utilização indevida dos recursos públicos na condução da investigação. O partido questiona se o Ministério Público está ultrapassando os limites de sua competência ao tentar impor critérios discriminatórios em uma instituição privada com base numa norma infralegal emitida pelo Ministério da Saúde – um documento que, segundo a sigla, carece de legitimidade democrática e constitucional.
O Novo argumenta que essa ação não se limita ao caso específico do Einstein; ela abre caminho para o Estado regular entidades privadas sob qualquer pretexto, comprometendo a liberdade das instituições em definir seus próprios critérios de seleção e qualidade no atendimento médico. A legenda enfatiza a importância da legalidade na atuação dos órgãos públicos, mas critica a forma como o MPF está utilizando seu poder investigativo – um exemplo claro do que se vê como uma tentativa desmedida de controle estatal sobre as decisões privadas.
O partido destaca os perigos dessa derivação: decisões judiciais baseadas em atos administrativos podem ser utilizadas para reconfigurar processos internos sem qualquer respaldo legislativo, minando a autonomia das instituições e o princípio da livre escolha pelo paciente que busca um tratamento médico especializado. A O Antagonista aponta também para possíveis violações de deveres funcionais por parte do MPF e defende um rigoroso controle interno sobre as atividades investigativas dos órgãos públicos, assegurando que os recursos sejam utilizados com responsabilidade e em conformidade com a lei.









