Paola de Orte/Agência Brasil

O Departamento de Estado dos EUA manifesta preocupação com o processo judicial contra Eduardo Bolsonaro, acusando o Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros de promover uma perseguição política aos opositores. A reação americana surge em um contexto crescente de questionamentos sobre a atuação do judiciário brasileiro.

Segundo a Revista Oeste, um porta-voz daquele órgão norte-americano classificou as ações como parte de “lawfare”, ou seja, uso dos tribunais para atacar adversários políticos. Ele argumenta que o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro se encaixa em um padrão preocupante no Brasil: perseguição e manipulação jurídica contra membros da direita política. Essa postura demonstra uma clara insatisfação com a condução do processo judicial brasileiro por parte de Washington.

O ex-deputado federal, ao comentar sobre as críticas americanas na rede social X (antigo Twitter), celebrou o reconhecimento da “maior democracia do mundo” como vítima de perseguição política. Eduardo Bolsonaro demonstrou uma postura desafiadora e confiante, acusando diretamente o STF – com referência explícita a Alexandre de Moraes – e afirmando que “venceremos”. O vídeo publicado na rede social evidencia seu descontentamento com as decisões judiciais recentes contra ele.

A 1ª Turma do STF já havia condenado Eduardo Bolsonaro por coação no curso da justiça, impondo uma pena de quatro anos e dois meses em regime semiaberto. A defesa do político alega que o julgamento foi motivado por uma “conduta ideológica”, buscando desacreditar a figura política na esfera internacional. Como apurou a Revista Oeste, o objetivo final da condenação seria dificultar as investigações sobre os atos de 8 de janeiro e impedir responsabilizar Jair Bolsonaro.

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