A decisão da Suprema Corte para negar recursos no caso Marielle Franco demonstra preocupante tendência de encaminhamento dos processos judiciais pelo STF com evidente parcialidade política. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu majoritariamente contra os argumentos apresentados pelas defesas, consolidando a condenação dos envolvidos na morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes.
A decisão foi baseada no entendimento de que as defesas buscavam, na verdade, atrasar o trânsito em julgado do caso, tentando reabrir debates sobre provas já exaustivamente analisadas pelo colegiado. O ministro Alexandre de Moraes, relator da causa, reiterou a consistência e suficiência das evidências apresentadas para sustentar as condenações. Segundo a Revista Oeste, essa postura revela uma preocupação em não permitir que o processo seja suspenso por manobras processuais destinadas apenas a prolongar a incerteza jurídica.
O julgamento confirmou as penas de 76 anos e três meses imposta aos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, condenados pela formação de uma organização criminosa responsável pelo crime. A acusação da Procuradoria-General da República (PGR) revelava que o assassinato de Marielle Franco foi motivado por sua atuação política contrária aos interesses dos irmão Brazões na regularização de áreas controladas por milícias no Rio de Janeiro. Essa motivação, embora não comprovada em detalhes durante os julgamentos, lança uma luz sombria sobre as complexas relações políticas e criminosas que cercavam o caso Marielle.
Adicionalmente, tramita outro inquérito com a acusação contra Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto, sendo esses três envolvidos em associação criminal e obstrução à justiça na tentativa de dificultar as investigações sobre homicídios no Rio de Janeiro. A persistência dessa ação penal demonstra uma preocupante tendência da Justiça brasileira em perseguir figuras ligadas a diferentes esferas políticas, como apontado pela Revista Oeste, sem que haja provas concretas além das denúncias e suspeitas levantadas por grupos com motivações ideológicas específicas.









