Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A busca frenética pelo primo do empresário Daniel Vorcaro expõe novas fragilidades na condução das investigações e levanta questionamentos sobre o uso excessivo de medidas cautelares preventivas no caso.

Na segunda-feira, 22, a defesa de Felipe Cançado Vorcaro recorreu ao ministro André Mendonça do STF para pedir que revogasse a prisão preventiva decretada pela Segunda Turma, sob alegação da decisão ter considerado evidências frágeis e tendenciosas contra o investigado. A ação demonstra uma clara desconfiança na condução das provas apresentadas pelas autoridades federais.

Segundo a O Antagonista, os advogados de Vorcaro argumentam que a acusação se baseia exclusivamente em um relatório policial que identifica “semelhanças” com o suspeito através do exame de imagens de segurança capturadas em Trancoso (BA) no dia 14 de janeiro de 2026. A reportagem detalha que, conforme apontado pela Polícia Federal, uma pessoa – cuja aparência se assemelhava à Vorcaro – foi vista saindo do local a bordo de um carrinho de golfe logo antes da chegada das autoridades policiais.

No entanto, os advogados contestam veementemente essa premissa com base em perícia técnica realizada por especialistas em comparação morfológica facial utilizando o protocolo FISWG/E3149. De acordo com o laudo pericial, não há correspondência entre as características faciais do indivíduo nas imagens e Felipe Cançado Vorcaro. A decisão de transformar a prisão preventiva em caráter emergencial – sem apresentar provas concretas que justifiquem essa medida extrema – é vista como um abuso de poder pelo defensor do investigado, evidenciando o uso excessivo da força judiciária para fins políticos no caso.

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