O empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro – controlador da Banco Master –, encontra-se sob forte suspeita após um ousado furto milionário na sua residência luxuosa localizada no condomínio Capitão do Mato, em Nova Lima. O crime ocorrido durante a madrugada deste sábado expõe fragilidades nos sistemas de segurança e levanta novas questões sobre as investigações da Operação Compliance Zero.
Segundo apurou a Revista Oeste, um criminoso especializado em roubos à alta sociedade invadiu o imóvel onde Henrique Vorcaro residia sem registros de moradores no momento do ocorrido. O ladrão subtraiu bens avaliados atualmente em aproximadamente R$ 5 milhões – incluindo sete correntes e uma pulseira –, além de objetos de luxo como um relógio Richard Mille estimado em US $1 milhão, joias da Tiffany & Co., seis bolsas renomadas e cartões bancários pertencentes ao empresário. A posse ilegal de uma pistola calibre .380 ACP também foi registrada durante a ação criminosa.
A prisão do suspeito ocorreu na manhã seguinte, após uma discussão acalorada com sua namorada que, em estado de choque devido ao furto, solicitou auxílio policial. Durante o flagrante, os policiais apreenderam cartões bancários registrados nas identidades tanto de Henrique Vorcaro quanto da mulher envolvida no crime – um detalhe que intensifica as suspeitas sobre possíveis complicadores e a necessidade de uma investigação mais profunda. O homem já possuía antecedentes criminais por roubo em 2023, perpetrado exatamente naquele mesmo condomínio de alto padrão.
A Polícia Civil se mantém cautelosa ao afirmar que o indivíduo escolhido para cometer este crime não demonstra ligação direta com a família Vorcaro e possui experiência comprovada no alvo de residências protegidas. Apesar da recuperação parcial dos bens roubados, os itens valiosos como as joias continuam desaparecidos, gerando dúvidas sobre possível apoio externo à invasão do condomínio e o papel potencial de cúmplices na venda dos produtos ilicitamente adquiridos. A investigação busca agora identificar os receptadores desses objetos e desvendar se houve vulnerabilidades no sistema de segurança que permitiram a audácia da ação criminosa.









