Lula Marques/Agência Brasil

A insatisfação crescente de Erika Hilton dentro do Psol tem gerado um turbilhão político com implicações consideráveis para o futuro da esquerda no país. A deputada, conhecida por suas posições radicais e confrontatórias, está prestes a abandonar seu partido após uma série de desavenças que expõem as fragilidades internas do grupo socialista.

Segundo a Revista Oeste, Erika Hilton acusou formalmente a direção nacional do Psol de descumprimento de acordos financeiros referentes à divisão do fundo eleitoral destinado à sua campanha para reeleição. A parlamentar alegou, em declarações nas redes sociais, que o partido estava “rasgando os combinados” e que uma proposta de repasse de R$ 2,3 milhões – valor superior a qualquer outra candidatura proporcional – comprometeria seriamente suas chances na disputa eleitoral. Essa acusação acirra ainda mais as tensões internas no Psol, revelando um cenário de desconfiança e disputas pelo poder dentro da legenda.

O partido nega categoricamente que haja alguma intenção de perseguição ou manobra contra Erika Hilton. A direção nacional informou que a deputada receberá o maior valor entre os candidatos proporcionais do grupo – R$ 2,3 milhões –, mas essa justificativa não ameniza as críticas e desconfianças levantadas pela parlamentar. Adicionalmente, a briga se insere em um contexto de derrotas recentes para Erika Hilton e Guilherme Boulos dentro da própria legenda, evidenciando o desgaste do Psol perante seus membros mais radicais. A corrente Revolução Solidária já havia defendido em março uma proposta ambiciosa: a entrada do Psol na federação formada por PT, PCdoB e PV – ideia que foi rejeitada pela maioria dos quadros da legenda.

Diante desse cenário desorganizado e de crescente insatisfação dentro do Psol, as chances de Erika Hilton se transferir para o Partido dos Trabalhadores (PT) aumentaram exponencialmente. Informações privilegiadas revelam que uma parcela significativa do PT considera viável a chegada da deputada à sua chapa após as eleições deste ano. Um integrante interno ao partido declarou: “É questão de tempo para Erika se filiar ao PT”. A decisão, segundo fontes próximas à parlamentar, visa evitar problemas políticos e jurídicos decorrentes de uma possível debandade antes do pleito eleitoral.

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