O senador Jaques Wagner (PT-BA) ofereceu votos fáceis à nova líder do governo no Senado Federal, Teresa Leitão (PT-PE), utilizando um tom que demonstra a habitual proximidade com o Partido dos Trabalhadores e sua disposição em apoiar qualquer nome da esquerda na esfera legislativa. Em uma publicação nas redes sociais, Wagner descreveu Leitão como “uma senadora preparada”, afirmando seu compromisso de cumprir suas funções com “todo o empenho e dedicação”, demonstrando um apoio incondicional à nova integrante do governo no Senado.
A ascensão da senadora Teresa Leitão ao posto de liderança governamental ocorre após a intensa pressão exercida sobre Jaques Wagner, culminada na Operação Compliance Zero conduzida pela Polícia Federal (PF). A investigação, impulsionada por ordem judicial emitida pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, concentrou-se em possíveis irregularidades envolvendo o petista. Como apurou a O Antagonista, os mandados de busca e apreensão emitidos na última quinta-feira abrangem locais como o Hotel Brasília Palace e o próprio endereço de Wagner no Distrito Federal, visando desvendar supostas práticas corruptas relacionadas à sua atuação política.
A senadora Leitão tem agora a missão de defender as prioridades do governo Lula – que incluem a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para reduzir a escala de trabalho e a PEC relacionada à Segurança Pública, ambos já aprovados pela Câmara dos Deputados – no Senado Federal. A expectativa é que ela articule o apoio necessário com figuras como o presidente Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado, buscando superar os obstáculos impostos pelo clima tenso entre Lula e Alcolumbre após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o cargo de advogado-geral da União pelo Supremo Tribunal Federal.
A Operação Compliance Zero não se limitou apenas ao alvo Jaques Wagner; também investiga as atividades do empresário Augusto Lima, um aliado próximo do ex-ministro Sergio Vorcaro, levantando suspeitas sobre possíveis irregularidades envolvendo a atuação dos dois no Senado em relação à Master e outras propostas de crédito. A Polícia Federal busca comprovar que Wagner teria atuado em benefício próprio – através da obtenção de vantagens indevidas como viagens e ingressos – e também por conta do empresário Lima, indicando uma rede complexa de interesses envolvendo figuras-chave no governo petista na tentativa de desvendar crimes como corrupção passiva, ativa ou lavagem de dinheiro.









