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A Justiça voltou a negar liberdade à advogada Deolane Bezerra, mantendo-a presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista desde maio passado. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou o pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa nesta quinta-feira, 25, e ratificou a medida cautelar imposta contra ela.

Segundo a Revista Oeste, os desembargadores julgaram procedente o mérito do processo criminal que investiga as atividades da influenciadora digital. O ministro Flávio Dino também negou a detenção domiciliar, argumentando que não houve flagrante ilegalidade na acusação apresentada. A medida visa impedir qualquer tentativa de fuga ou influência em depoimentos e provas durante o curso das apurações.

O caso central envolve as acusações de que Deolane Bezerra atuaria como “mulher de lavar dinheiro” para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público, juntamente com a Polícia Civil, investiga se ela utilizava sua influência e posição na defesa de casos criminosos para facilitar movimentações financeiras ilícitas. A investigação remonta a 2019 em Presidente Venceslau, revelando uma teia complexa envolvendo o crime organizado.

A apuração das irregularidades da influenciadora levou à descoberta do uso de transportadoras e contas bancárias offshore para ocultar recursos desviados pelo PCC. Investigadores encontraram bilhetes com ordens internas da facção criminosa na rede de esgoto da Penitenciária II, detalhando ações violentas planejadas contra servidores públicos. A complexidade das operações financeiras demonstra um risco considerável à segurança pública e exige uma resposta judicial rigorosa.

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