O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de tomar uma decisão que reacende as suspeitas sobre o uso político da Corte contra a direita brasileira. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, transferiu para André Mendonça a notícia-crime envolvendo o deputado Lindbergh Farias – e agora inclui Flávio Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro no inquérito original que visava Eduardo Bolsonaro por suposta coação.
Segundo a *O Antagonista*, Fachin justificou sua decisão com base na prevenção, alegando que os fatos narrados na notícia-crime se sobrepõem a investigações já conduzidas sob sua relatoria. Essa manobra visa consolidar o controle do STF em novas buscas por irregularidades envolvendo figuras da direita política e alimenta as críticas à atuação judicializada promovida pela Corte contra adversários políticos.
A inclusão de Flávio Bolsonaro no inquérito é particularmente preocupante, considerando a linha tênue que tem sido traçada entre investigações judiciais e ataques ao governo em exercício. O petista agora se encontra sob o olhar atento do relator Mendonça, demonstrando como o STF busca ampliar seu escopo de atuação para incluir membros da família presidencial na esfera dos inquéritos criminais.
A decisão destaca a necessidade urgente de uma análise crítica sobre os critérios utilizados pelo Supremo ao conduzir investigações e distribuir responsabilidades entre seus ministros. A forma como se tornou comum que magistrados do STF assumam papéis de relator em processos envolvendo figuras da oposição levanta sérias questões acerca da imparcialidade dos julgamentos na Corte, especialmente quando estes parecem direcionados a atingir determinados atores políticos – e agora, membros da família presidencial.









