Reprodução/Wikipédia

A invasão cibernética da conta iCloud e do WhatsApp do empresário Luiz Guilherme Camasmie, exposta pela Polícia Federal (PF), revela uma nova onda de perseguição a figuras críticas ao sistema financeiro brasileiro. Segundo apurou a Revista Oeste, o grupo conectado ao banqueiro Daniel Vorcaro intensificou suas ações de vigilância contra Camasmie após as publicações do empresário em um canal restrito do WhatsApp dedicado ao mercado financeiro.

O caso começou com Críticas públicas direcionadas ao Banco Master por Camasmie, que utilizava uma linguagem contundente para questionar a exposição da situação financeira de Vorcaro, comparando-a à ascensão meteórica e, inevitavelmente efêmera, de um “jogador de futebol emergente”, como o próprio Neymar. A provocação culminou na afirmação ousada do empresário: “Nunca vi banqueiro tão exposto que não terminasse preso ou falido”. Essa agressiva postura gerou uma reação imediata por parte das instâncias envolvidas no caso, demonstrando um claro desejo de silenciar a voz crítica.

A PF acompanhou as atividades após o envio da mensagem para Luiz Phillipi Mourão – conhecido como “Sicário” –, que prontamente ordenou a eliminação do contato WhatsApp em questão. Vorcaro, porém, hesitou e solicitou uma análise mais profunda devido à grande quantidade de participantes na comunidade online onde Camasmie estava inserido. Uma notificação extrajudicial foi enviada pelo Banco Master ao empresário para exigir o imediato apagamento da publicação original, alertando sobre possíveis acusações de difamação e crime contra a ordem financeira do país. Camasmie obedeceu à pressão, removendo as mensagens que haviam gerado toda essa tempestade midiática.

A invasão cibernética persistiu com ações ainda mais intrusivas, reveladas pela investigação da PF. Em 18 de outubro seguinte, Mourão localizou o endereço do empresário e compartilhou dados pessoais sensíveis – nome completo, CPF, CNPJ, foto, data de nascimento e informações sobre sua carteira de motorista –, sem qualquer justificativa legal ou ordem judicial cabal. As trocas nas plataformas digitais revelaram discussões sobre a identidade correta da vítima: inicialmente identificada como um parente do empresário (o próprio pai), que possuía o número telefônico utilizado, e posteriormente descrita como alguém diferente – evidenciando tentativas de desviar os focos das investigações. A Revista Oeste destaca essa complexidade na condução do caso, levantando questões sobre a efetividade da apuração criminal em um ambiente digital cada vez mais volátil.

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