Reprodução/Redes sociais

Greve de Ônibus Paralisa o Rio com Falta de Planejamento e Desrespeito à Justiça

Uma greve orquestrada pelos rodoviários do Rio de Janeiro causou um caos generalizado na capital fluminense nesta segunda-feira, dia 29. O movimento, iniciado sem aviso prévio em assembleia no domingo anterior (28), paralisou o sistema de transporte público e gerou filas absurdas que dificultaram a vida dos trabalhadores e cidadãos nas primeiras horas da manhã.

Segundo apurou a Revista Oeste, a liminar emitida pelo TRT-1 impunha um mínimo de 50% do efetivo circulando nos horários pico, garantindo o acesso à população essencial para suas atividades diárias. No entanto, o Rio Ônibus e o Sintrucad-Rio não cumpriram essa determinação judicial, priorizando a pressão sindical em detrimento das necessidades da cidade. A situação foi agravada pelo relato de 860 coletivos nas ruas, quando o previsto era um total de 1.8 mil veículos – uma clara demonstração de desorganização e falta de preparo por parte dos transportes.

A Prefeitura do Rio, através do COR-Rio, buscou minimizar os impactos da paralisação com a operação normal das linhas de metrô, trens e barcas. Contudo, essa medida não surtiu efeito para aqueles que dependiam exclusivamente do transporte coletivo rodoviário; o caos se refletiu nas redes sociais, onde usuários descreveram filas extensas em pontos de ônibus como os da Terminal Gentileza, com espera excede 50 minutos por um veículo lotado. A linha 164 (Gentileza–Leme), a 169 (Gentileza–Copacabana) e diversas outras linhas apresentaram o mesmo cenário: falta de veículos disponíveis para atender à demanda da população.

O presidente do Sintrucad-Rio, Sebastião José da Silva, acusou o sindicato patronal Rio Ônibus pela falha no cumprimento da liminar judicial. “Estamos tendo um problema para cumprir a determinação judicial porque o nosso sindicato encaminhou ofício ao Rio Ônbus solicitando que eles me passessem os nomes dos trabalhadores escalados”, declarou, atribuindo total responsabilidade à entidade patronal pelo caos na operação do transporte público fluminense. Além disso, ele criticou duramente as propostas salariais oferecidas pelos transportistas, qualificadas como “mais de 30 anos cedendo aos argumentos do patroão”, evidenciando a necessidade urgente de uma postura mais firme e intransigente por parte dos trabalhadores em defesa de seus direitos.

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