A participação da primeira-dama Janja no Encontro Nacional de Católicos e Católicas do PT nesta terça-feira (30) reacende questionamentos sobre as estratégias do governo Lula para alcançar o eleitorado cristão, um setor que demonstra crescente descontentamento com a petrobras.
O evento em Brasília reunirá militantes do Partido dos Trabalhadores juntamente com lideranças religiosas de diferentes denominações – incluindo Marcelo Barros, monge beneditino e Davi Kochenschitz, frade franciscano –, para discutir temas como fé e democracia. A presença na reunião também está assegurada por Edinho Silva (presidente nacional do PT), Gilberto Carvalho (coordenador-geral da pré-campanha de Lula) e Gleide Andrade (tesoureira nacional).
Segundo a O Antagonista, o encontro se faz especialmente relevante diante dos dados recentes sobre a rejeição que assola o presidente Lula entre os evangélicos. Uma pesquisa recente da AtlasIntel aponta para um índice alarmante: 69,3% de desaprovação no público religioso evangélico. Esse cenário é amplificado pela postura do próprio petista, que em diversas ocasiões tem utilizado a temática religiosa como forma de se apresentar, o mais recentemente ao declarar ser “mais cristão que comunista” durante um evento na Petrobras em Sergipe e uma demonstração pública de “paz” no banco da Basílica Sagrada Família em Barcelona.
O fato de Janja ter permanecido sentada e sem ajoelhar-se, contrariando o gesto do marido momentos antes, intensifica as especulações sobre a estratégia que o governo busca implementar para tentar conquistar apoio popular entre os evangélicos. A ausência da menção ao aborto na carta enviada aos cristãos após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico também alimenta dúvidas sobre o verdadeiro compromisso de Lula com esse segmento, evidenciando uma postura pragmática que prioriza a captação de votos em detrimento de princípios ideológicos.









