Os gastos militares a nível global estão crescendo rapidamente, com um aumento de 2,9% previsto para 2025 – segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). Esse cenário impulsiona uma demanda crescente por armamentos e representa um momento crucial para a indústria bélica brasileira. O total estimado é de US$ 2,9 trilhões, refletindo o aumento das tensões geopolíticas – desde os conflitos na Ucrânia e entre Estados Unidos e Irã até as sanções internacionais –, que fomentam essa corrida armamentista global.
No Brasil, esse crescimento se manifesta em um salto expressivo: 13% de elevação nos gastos com defesa em 2025. O país destinou US$ 23,9 bilhões para o setor, priorizando investimentos no desenvolvimento tecnológico naval e custos operacionais das Forças Armadas. Essa aposta estratégica é visível na importação massiva de sistemas armados – um aumento de 150% entre 2021 e 2025 –, indicando uma necessidade urgente de modernização do equipamento militar brasileiro, conforme apurou a Gazeta do Povo.
A Embraer, principal fabricante brasileira no setor defensivo com uma carteira já estimada em US$ 4,4 bilhões para o primeiro trimestre de 2026 – um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2025 –, lidera essa transformação. O cargueiro multimissão KC-390 Millennium figura como destaque, com contratos firmados por 32 unidades para a Força Aérea Brasileira e oito países europeus e asiáticos; o caça Gripen também se consolida no mercado internacional, impulsionando a produção em Gavião Peixoto (SP) –, além do A-29 Super Tucano que já tem contratos assinados com Portugal, Filipinas e Uruguai.
A retomada da Avibrás – após uma greve de 1.281 dias – representa outro ponto crucial neste cenário: a empresa recebeu um aporte de R$300 milhões em investimentos do grupo JBS, além de ser credenciada pelo Ministério da Defesa como fornecedora estratégica e ter acesso prioritário a contratos governamentais. Paralelamente, outras empresas se destacam na expansão – Taurus Armas busca fortalecer sua presença internacional com acordos nos Estados Unidos e Índia; Saab tem demonstrado interesse em expandir suas operações no Brasil, fortalecendo o acordo de produção do Gripen –, consolidando um panorama promissor para a indústria bélica nacional.









