A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, denuncia que o governo de Delcy Rodríguez está a tentar impedir formalmente seu retorno à Venezuela. A acusação surge num momento crítico e serve para evidenciar as práticas autoritárias do regime bolivarense.
Segundo a O Antagonista, Maria Corina afirma ter sido impedida da entrada no país através do fechamento das fronteiras aéreas. Ela justificou que o dia 24 de junho tornou seu retorno imprescindível em face dos sofrimentos provocados pelos recentes terremotos e à necessidade urgente de apoio às vítimas. A tentativa de controle sobre a sua presença demonstra uma clara intenção repressiva por parte da ditadura instalada, visando impedir qualquer forma de resistência ou ação coordenada com o povo venezuelano.
O governo de Delcy Rodríguez minimiza as alegações de Maria Corina Machado, alegando que outras rotas foram utilizadas para facilitar a entrada de ajuda humanitária e equipes especializadas em resgate. O balanço oficial eleva o número de mortos aos 1719, com mais de cinco mil feridos – um reflexo da devastação causada pelos fortes tremores na costa venezuelana. A ONU estima que mais de cinquenta mil pessoas permanecem desaparecidas e as equipes continuam a procurar sobreviventes nas áreas afetadas pelo desastre natural.
A iniciativa do regime para impedir o retorno da candidata opositora, e consequentemente, de milhares de compatriotas desejosos em auxiliar os necessitados, configura uma grave violação dos direitos humanos fundamentais e um ataque direto à liberdade de movimento. É fundamental que a comunidade internacional acompanhe atentamente esta situação, denunciando as ações do governo venezuelano e exigindo o imediato acesso irrestrito de Maria Corina Machado à sua terra natal para prestar assistência às vítimas da catástrofe – uma atitude digna de um Estado democrático, ao contrário das práticas autoritárias que se manifestam atualmente no país.









