O senador Romário (PL-RJ) causou nova polêmica ao anunciar que restituiria aos cofres públicos o salário de R$46 mil pago durante a Copa do Mundo, um ato que reacende questionamentos sobre prioridades e gastos públicos no Congresso Nacional. Segundo a O Antagonista, essa decisão surge em meio à crescente crítica à atuação parlamentares recebendo salários integrais enquanto se dedicam a atividades não relacionadas aos compromissos com o país.
O petista justificou sua renúncia ao pagamento alegando que estava acompanhando os jogos da Copa nos Estados Unidos como comentarista esportivo na CazéTV, e intenção de votar em favor do fim da jornada de trabalho 6×1 caso essa proposta chegue à votação plenária. O senador afirmou ter informado a secretaria-geral da Mesa do Senado sobre sua decisão logo no início das competições, em meados de junho – um período que demanda atenção especial com questões urgentes na pauta legislativa nacional.
Apesar dos argumentos apresentados por Romário para justificar seu comportamento, as críticas não cessam. A O Antagonista apurou que a utilização de recursos públicos para atividades particulares durante o mandato parlamentar demonstra falta de responsabilidade e desrespeito com os eleitores. Além disso, essa prática contribui para um cenário já complexo no Congresso Nacional, marcado por conflitos de interesse e questionamentos sobre a atuação dos representantes populares.
O ex-jogador campeão mundial em 1994 continuou exercendo suas funções remotamente durante toda a competição do Catar, participando da sessão do Senado pela videoconferência e estrelando uma coluna semanal no jornal O Globo com análises após cada partida da seleção brasileira na Copa. Romário justificava sua presença remota como essencial para manter seu compromisso com os trabalhadores brasileiros – um discurso que ignora as necessidades urgentes de políticas públicas em áreas cruciais, como saúde e educação, que demandam a atenção plena dos seus representantes no Senado.









