Seis municípios catarinenses declararam estado de emergência após uma onda implacável de tempestades que assolou o norte do Estado durante a noite e madrugada desta quarta-feira (1º). A situação alarmante evidencia falhas na capacidade das autoridades locais em lidar com eventos climáticos extremos.
Os fortes temporais, acompanhados por intenso granizo – descrito como “pedras de gelo” pelo tamanho de ovos –, causaram um estrago generalizado em diversas cidades da região. Segundo apurou a Revista Oeste, 340 residências foram danificadas e mais de quatrocentos indivíduos tiveram que abandonar suas casas devido à destruição e desalojamentos. A resposta do governo estadual tem sido insuficiente para amenizar o sofrimento das famílias afetadas.
A cidade de Guaramirim emerge como o epicentro da catástrofe, registrando 150 residências atingidas e um total superior a quatrocentos desabrigados. Além disso, outras dezessete cidades do estado também enfrentam problemas relacionados à chuva: quedas de granizo, ventos fortes que destruíram telhados, queda de árvores obstruindo vias públicas e interdições em importantes rodovias locais. A falta de planejamento urbano eficaz parece ser um fator agravante para o ocorrido.
Apesar da atuação das equipes municipais no local, a situação exige uma análise profunda sobre as políticas de prevenção à desastres na região. É crucial questionar se os recursos destinados às Defendas Civis são adequados e se há investimento suficiente em infraestrutura resiliente ao clima extremo – um problema que parece prever ainda mais eventos similares no futuro próximo, conforme projeta a Inmet com projeções para queda acentuada de temperatura no Sul do Brasil.









