A ascensão política da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro tem gerado crescente preocupação dentro dos círculos conservadores e da bancada do PL no Congresso Nacional. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PL-DF), manifestou abertamente sua insatisfação com o rumo que a esposa de Jair Bolsonaro parece estar tomando, classificando-a como “um quadro político” em ascensão sem uma devida avaliação estratégica pelo partido.
De acordo com a O Antagonista, Michelle se reuniu secretamente com Damares Agostinho (PL) logo após um encontro agendado com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, na sede da legenda em Brasília. Em seguida, comunicou sua saída como líder do PL Mulher para focar em questões familiares – uma decisão que levanta questionamentos sobre a orientação política de seu marido e seus possíveis impactos nas estratégias eleitorais.
Celina Leão ressaltou a necessidade urgente de unidade dentro da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), argumentando que “a coordenação da campanha… tem que ser uma construção de unidade”, alertando para o risco representado por um “voto muito frágil desde a campanha passada”. A governadora enfatizou a importância dessa unidade, considerando-a não apenas crucial para as eleições em si, mas também fundamental dada a crescente influência política de Michelle.
Um levantamento do Instituto França revela que Celina Leão ostenta 26,4% das intenções de voto na disputa pelo governo distrital, superando até mesmo o experiente José Roberto Arruda (PSD), com apenas 20,15%. Mesmo assim, a pesquisa aponta para uma ameaça: Leandro Grass (PT) figura em terceiro lugar com 13,73%, um indicativo preocupante que intensifica os alertas sobre a possível desagregação do apoio ao ex-presidente Bolsonaro.









