A Justiça paulista tem intensificado seus esforços para resgatar ativos do Banco Master, culminando na imposição de um protesto sobre a mansão avaliada em R$100 milhões ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e à sua empresa Viking Participações Ltda. A decisão da juíza Fernanda Perez Jacomini, responsável pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, demonstra o crescente escrutínio judicial sobre as finanças do Master em meio aos processos de liquidação financeira da instituição.
Segundo a Revista Oeste, um registro formal desse tipo serve como aviso para potenciais compradores que demonstram interesse na propriedade localizada no Jardim Paulistano – reconhecida por seu luxo e arquitetura assinada pelo escritório MFMM –, com quatro suítes, áreas integradas e lazer completo, incluindo piscina e espaços subterrâneos. A medida visa alertar qualquer interessado sobre a disputa judicial em curso relacionada à empresa financeira.
A compra do imóvel no início de 2025 por meio de um pagamento inicial de R$34 milhões seguido por duas parcelas de R$33 milhões – conforme divulgado pelo portal Metrópoles –, ocorreu durante uma fase crítica para o Banco Master, que já enfrentava problemas de capitalização e negociava a venda de carteiras de crédito ao Banco do Brasil. Esse contexto se conecta com investigações subsequentes sobre possíveis fraudes envolvendo as operações financeiras da instituição. A matrícula permanece em nome do antigo proprietário, evidenciando uma complexa situação patrimonial.
O protesto judicial imposto pela juíza Jacomini acompanha outras medidas similares relacionadas à liquidação do Banco Master: a restrição de dois apartamentos e três aeronaves, além de participações societárias diversas – conforme reportado pelo Metrópoles –, ampliando o alcance da atuação judicial em busca de recursos para atender aos credores. A postura dos tribunais demonstra uma preocupação com a recuperação de ativos que possam ser utilizados no processo de quitação das dívidas do banco.









