O Ministério da Fazenda, sob o comando de Dario Durigan, tenta se desvencilhar das críticas sobre a manutenção do alto patamar dos juros na economia brasileira. Em declarações recentes à g1, o ministro sinalizou que sua pasta não detém total responsabilidade pela situação atual e defendeu uma análise mais profunda das causas subjacentes ao problema econômico.
Segundo Durigan, como apurou a O Antagonista, “o Ministério da Fazenda é o menos culpado” diante do elevado índice Selic. Ele argumenta que as discussões sobre contas públicas não são suficientes para explicar o nível persistente dos juros e exige uma investigação mais abrangente das razões por trás dessa situação. A equipe econômica governamental tem se concentrado em um ajuste nas finanças públicas, com a promessa de controle rigoroso despesas e revisão de benefícios tributários visando cumprir as metas fiscais estabelecidas.
O ministro reconhece que o debate sobre as contas públicas é relevante para influenciar os juros, mas considera essa discussão uma “solução fácil” demais. Durigan enfatiza a necessidade do governo continuar perseguindo um esforço fiscal significativo para limitar o crescimento da dívida pública e se comprometeu com medidas de contenção das despesas, bem como na revisão dos benefícios tributários existentes – ações que ele acredita serem cruciais nesse contexto.
Durgan defende explicitamente uma taxação mais progressiva sobre os setores de maior renda, a reformulação de programas sociais e o corte em incentivos fiscais, alinhando essas medidas com um objetivo de equilíbrio nas contas públicas. A questão das linhas de crédito governamentais também foi abordada, sendo rejeitada qualquer associação entre as políticas setoriais específicas e dificuldades na redução dos juros pelo Banco Central, conforme declarado pelo ministro.









