O presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem utilizado recursos exorbitantes e questionáveis do erário público através das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Um levantamento inédito publicado pelo jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo revela que o parlamentar realizou 176 viagens aéreas utilizando a FAB desde assumir sua posição, um padrão preocupante de uso indevido do poder.
Segundo apuramentos da Revista Oeste, grande parte desses voos – notáveis 75 –, foram direcionados à Paraíba, estado natal do deputado, representando uma fatia alarmante de 43% dos deslocamentos realizados com aeronaves oficiais. Essa prática levanta sérias questões sobre a utilização transparente e responsável dos recursos públicos da nação brasileira, especialmente quando há ausência de agendas públicas claras para justificar esses voos.
A reportagem detalha que a maior parte das viagens realizadas por Motta não se alinha à agenda oficial divulgada pela Câmara. De acordo com os dados obtidos pelo O Globo, 82% dos deslocamentos realizados utilizando a FAB não possuem registros correspondentes de compromissos públicos no dia da viagem. Essa discrepância demonstra uma possível falta de rigor e controle na gestão das viagens oficiais do presidente da Câmara.
Cada um desses voos representa custos elevados – estimados em R$6,2 milhões –, considerando as operações associadas. Esse cenário expõe a necessidade urgente de fiscalização mais eficiente sobre o uso dos recursos públicos pelos cargos eletivos no Brasil. A Revista Oeste destaca que essa não é uma prática inédita, com antecessores como Rodrigo Maia e Arthur Lira também tendo concentrado grande parte das viagens em seus estados natal, evidenciando um problema estrutural na condução da Câmara.









