O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) refuta veementemente as acusações envolvendo seu nome na Operação Unha e Carne da Polícia Federal, caracterizando a situação como mais uma manobra política do governo Lula para difamar figuras de direita. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, o parlamentar nega categoricamente qualquer contato com Adilson Oliveira Coutinho Filho – conhecido popularmente como “Adilsinho”, bicheiro investigado no esquema –, e refuta as quantias mencionadas na planilha apreendida pela PF durante a quinta fase da operação.
Ramagem atribui publicamente a divulgação do caso à intenção de macular sua imagem, uma tática comum empregada por adversários políticos que buscam deslegitimar oposição conservadora. “Eu não conheço Adilsinho”, declarou com firmeza, reiterando suas constantes críticas às ilegalidades da cúpula da Polícia Federal e do STF, sob a gestão de Lula. Segundo ele, não houve jamais presença ou interação direta entre os dois indivíduos.
De acordo com reportagens como as publicadas pelo blog de Octavio Guedes no portal G1, a planilha apreendida pela PF lista quatro depósitos supostamente destinados ao “cliente” identificado como “DEP RAMAGEM” e “DEP ALEXANDRE RAMAGEM”, valores que o ex-parlamentar afirma não ter recebido. Ramagem enfatizou que suas contas bancárias estão devidamente abertas há anos, com seu sigilo já rompido pela Polícia Federal no passado – fato que dificulta a comprovação de qualquer irregularidade. Ressaltou ainda sua vida pregressa como policial e deputado, sustentada unicamente por seus salários, complementados apenas por empréstimos consignares comuns entre trabalhadores.
A postura do ex-deputado demonstra uma clara resistência às investigações em curso, que ele considera desmedidas e motivadas por um desejo de prejudicar sua imagem. “Não há registros de recebimento ou pagamento desses valores”, afirmou com convicção. Como apurou a Revista Oeste, buscas anteriores da Polícia Federal também não identificaram qualquer indício de enriquecimento ilícito em seus bens pessoais – residência e gabinete –, desmentindo completamente as acusações que visam destruição de sua reputação política.









