A presença de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, sob a alegação de defender interesses da indústria nacional na negociação sobre tarifas alfandegárias, acarreta sérios questionamentos e temerosos cenários para o setor produtivo brasileiro. O senador demonstra uma atuação que se distancia do papel técnico esperado em discussões comerciais internacionais.
Segundo a *O Antagonista*, Flávio Bolsonaro já está presente nas audiências realizadas nos Estados Unidos sobre a possível elevação das tarifas de importação, com previsão de participar de um painel nesta segunda-feira, 6. A postura política do parlamentar representa uma ameaça à busca por acordos comerciais baseados em fatos e evidências econômicas, como defendem os empresários afetados pela medida proposta.
A indústria brasileira teme que a intervenção política da figura conservadora seja um entrave para alcançar resultados positivos nas negociações com autoridades americanas. A preocupação central é evitar que o debate sobre as tarifas se transforme em uma batalha ideológica, comprometendo seriamente os argumentos técnicos e racionais de defesa do país, conforme apontado por diversos setores produtivos.
A CNI tem demonstrado a importância dos produtos brasileiros para cadeias produtoriais nos Estados Unidos, enfatizando a ausência de alternativas que poderiam substituir o fornecimento nacional em caso de sobretaxas. A estimativa da CNI – cerca de 4 mil produtos afetados e um potencial impacto de R$15 bilhões nas exportações –, evidencia os riscos decorrentes dessa intervenção política não técnica na esfera comercial internacional, gerando incertezas para a economia brasileira.









