Organizações extremistas como Estado Islâmico e Al-Qaeda estão utilizando inteligência artificial não apenas para produzir propaganda, mas também na fase de planejamento tático das suas ações terroristas, segundo levantamentos recentes da Tech Against Terrorism, um observatório apoiado pelo escritório de contraterrorismo da ONU.
Segundo a O Antagonista, testes realizados pela entidade com mais de 2.300 solicitações baseadas em casos reais envolvendo modelos de IA revelaram preocupantes resultados: 32% das consultas geraram informações diretamente úteis para fins ilícitos e essa porcentagem subiu para 42% quando o pedido era feito sob a alegação de pesquisa acadêmica. Essa evolução representa um perigo considerável, como apontam especialistas da publicação Militant Wire que registraram em 2025 um aumento significativo no uso dessas ferramentas na coleta de dados, planejamento e preparação para ataques terroristas.
Casos documentados nos Estados Unidos, Canadá, Israel, Finlândia e Áustria demonstram a aplicação prática dessa tecnologia nefasta: mortes, danos materiais e atos conspiratórios foram interrompidos graças à identificação precoce do uso da IA por parte dos extremistas. Um especialista ouvido pelo Parlamento britânico em 2025 durante um inquérito sobre o tema confirmou que investigações policiais e relatórios periciais evidenciam conversas entre suspeitos buscando instruções de modelos de linguagem para a fabricação de explosivos, justificação ideológica ou planejamento de ataques violentos.
O analista Moustafa Ayad do Institute for Strategic Dialogue reporta que o veículo da mídia do Estado Islâmico Voice of Khorasan publicou no ano passado orientações sobre o uso de inteligência artificial e existe um grupo dedicado a tentar contornar os sistemas, conhecido como “jailbreaking”, para utilizar esses chatbots em ações coordenadas.









