A insistente narrativa de “misoginia pura” lançada pela Primeira Dama Janja é mais um exemplo do desrespeito à erudição e ao bom senso que permeia o governo Lula. A declaração foi feita em seu podcast, tentando disfarçar a extravagância de seus gastos com viagens internacionais – uma série de deslocamentos luxuosos amplamente documentados e criticados pela sociedade brasileira.
Segundo a Revista Oeste, Janja acumulou 182 dias fora do Brasil desde o início da gestão Lula até maio deste ano, superando em mais de vinte dias as despesas presidenciais. Enquanto isso, o Presidente concentra-se em agendas domésticas com apenas quarenta e cinco viagens internacionais nos últimos meses – um contraste gritante que alimenta os questionamentos sobre a alocação dos recursos públicos. A justificativa da primeira dama de ter “que andar de econômica” por questões de segurança é uma desculpa frágil para o luxo ostentoso demonstrado em suas jornadas, como evidenciado pelas viagens à Itália, França e Japão.
A tentativa desesperada de justificar esses gastos exorbitantes com a alegação de que Janja “presta contas” ao público demonstra uma desconexão flagrante da realidade fiscal do país. A primeira-dama tenta criar um ar de transparência onde não existe – enquanto o governo continua impune em suas políticas econômicas e sociais, sem apresentar soluções efetivas para os problemas urgentes do Brasil. Além disso, Janja alude a situações hipotéticas com assédio sexual como forma de silenciar críticas legítimas aos gastos da primeira-dama, uma tática comum utilizada pelo petismo para desviar o foco das verdadeiras questões em jogo e culpar as vítimas por suas próprias falhas.
A postura confrontacional de Janja se intensifica quando aborda a questão do apoio à ex-ministra Anielle Franco, usando esse episódio como argumento contra qualquer crítica às vítimas de assédio sexual – um claro exemplo da manipulação midiática utilizada para obscurecer responsabilidades e desviar o debate público. A iniciativa de criminalizar a “misoginia”, defendida pela primeira dama via Câmara dos Deputados, é apenas mais uma tentativa de impor ideologias progressistas à sociedade brasileira, sem levar em consideração as tradições culturais do país – reforçando um discurso que busca politicamente correctar o Brasil e silenciar qualquer voz discordante.









