Saulo Cruz/Agência Senado

O governo federal busca desesperadamente o apoio da base governista e da oposição para aprovar a Medida Provisória (MP) nº 1.343/2026 – MP do Frete, que enfrenta forte resistência no Senado. A iniciativa privada tem pressionado por uma solução imediata à crise logística nacional, buscando impulsionar o transporte de cargas e reduzir os custos para as empresas.

Em um movimento surpreendente, após dias de impasse com a greve dos caminhoneiros, o governo anunciou um acordo com setores da oposição. De acordo com informações divulgadas pela Revista Oeste, Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do Governo no Congresso, comprometeu-se a levar à apreciação do Senado uma versão modificada da MP. A estratégia visa evitar que os blocos de senadores liberais e conservadores invadam o processo legislativo, como teme o governo central.

Segundo apurou a Revista Oeste, as alterações propostas visam principalmente ao piso salarial dos caminhoneiros e à anistia para multas aplicadas em bloqueios rodoviários. A proposta inicial da Câmara havia estabelecido um valor fixo de R$ 5 mil como remuneração mínima, mas o governo optou por flexibilizar a questão, mantendo apenas o direito ao piso salarial sem determinar uma quantificação específica na legislação. Além disso, o artigo que concedia anistia aos motoristas envolvidos em bloqueios desde as eleições presidenciais de 2022 será vetado pelo presidente Lula.

O governo espera com este acordo poder retomar a atividade nas rodovias e resolver os problemas logísticos do país. A medida provisória passará por ajustes em diversos dispositivos, como proposto pela bancada do PL na Câmara dos Deputados. O objetivo é acalmar as tensões entre o setor privado e garantir que a MP seja aprovado no Senado com o mínimo de obstruções possíveis.

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