Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações/Divulgação

A Justiça da Itália decidiu, nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, manter a prisão da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar, que pedia para cumprir a medida em casa, está detida no presídio de Rebibbia, localizado na capital italiana, Roma.

O processo de extradição de Zambelli, que poderia levá-la de volta ao Brasil, continua em andamento. Atualmente, o caso está sendo analisado pelo Ministério do Interior da Itália, um órgão equivalente ao Ministério da Justiça do Brasil. A detenção de Zambelli começou em 29 de julho de 2025.

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Na quarta-feira, 27 de agosto de 2025, foi realizada uma audiência conduzida por um juiz italiano. Estiveram presentes os advogados de Zambelli e um representante do governo brasileiro. A defesa alegou que a parlamentar enfrenta problemas de saúde e também mencionou perseguição política no processo de extradição.

De acordo com informações de Revista Oeste, um laudo médico solicitado pela Justiça italiana foi crucial para a decisão. O documento, preparado pela especialista Edy Febi, avaliou as condições físicas e mentais de Zambelli. Em um relatório de 19 páginas, a médica concluiu que a parlamentar pode continuar seu tratamento dentro do presídio de Rebibbia. Segundo Edy Febi, “com o regime prisional, incluindo a possibilidade de receber as terapias necessárias dentro do estabelecimento prisional, não surgem elementos que excluam a possibilidade de a pessoa ser mantida detida”.

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O relatório menciona que Zambelli foi diagnosticada com transtorno depressivo, mas durante o período de detenção, não houve episódios de automutilação ou comportamentos de risco. “Durante a entrevista, a paciente parecia geralmente lúcida, apropriada e adequada às circunstâncias, embora com humor deprimido e distúrbios do sono”, relatou a médica. “Essas condições foram tratadas especificamente e são constantemente revisadas durante visitas psiquiátricas periódicas.”

Edy Febi também avaliou a Síndrome de Ehlers-Danlos, uma doença rara que afeta músculos e articulações. No entanto, concluiu que o quadro clínico de Zambelli “não parece ser, no momento, potencialmente fatal”. O laudo também menciona que a greve de fome realizada pela deputada “não parece constituir obstáculo ao regime prisional, tendo em vista o comportamento consciente da paciente, a administração adequada da medicação e a hidratação correta”.

“Por fim, concluímos que não há provas de que o estado de saúde seja incompatível com o regime prisional, incluindo suas necessidades terapêuticas demonstradas, todas as quais podem ser atendidas dentro do centro de detenção”, escreveu a médica. Ela também informou que não há impedimento para que Zambelli viaje de avião caso ocorra a extradição, embora haja medidas corretas para evitar possíveis complicações de saúde.

Na audiência mais recente, a Justiça italiana autorizou que Zambelli tivesse acesso a medicamentos enquanto permanece presa em Rebibbia. Em maio deste ano, a parlamentar foi condenada a dez anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça do Brasil, em ação conjunta com o hacker Walter Delgatti.

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