O Supremo Tribunal Federal (STF) implementou medidas de segurança sem precedentes para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus, acusados de tentativa de golpe de Estado. O julgamento, que começará em 2 de setembro e deve terminar em 12 de setembro, mobilizou agentes de vários estados do Brasil.
De acordo com informações de Revista Oeste, o STF já conta com o reforço de 30 policiais da Polícia Judiciária de outros estados, que ficarão alojados no prédio do tribunal até a posse de Edson Fachin na presidência do STF, prevista para 29 de setembro. Esses policiais trabalham em conjunto com a Polícia Militar do Distrito Federal e a Polícia Federal. O número de agentes envolvidos é maior do que o utilizado durante o recebimento da denúncia em março. O esquema de segurança inclui caminhões do Batalhão de Choque, viaturas ao redor do tribunal e agentes armados para evitar protestos na Praça dos Três Poderes.
O controle de acesso ao prédio do STF será rigoroso, com equipamentos de raio X instalados na portaria e na entrada da sala de sessões da Primeira Turma. Varreduras de segurança nas residências dos ministros continuam em andamento. Todos os integrantes da Polícia Judicial do STF participam do esquema de segurança.
O setor de inteligência do tribunal monitora as redes sociais para identificar possíveis ameaças e comunicar as autoridades quando necessário. Espera-se que haja manifestações durante o julgamento e no feriado de 7 de setembro. O ministro Alexandre de Moraes determinou a proibição de acampamentos na Praça dos Três Poderes desde julho, medida que continua em vigor. O governo do Distrito Federal mantém o cercamento e restringe o acesso à praça para evitar a aproximação de manifestantes.
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Apesar do forte aparato de segurança, o mês de agosto transcorreu sem grandes protestos ou ameaças significativas na Praça dos Três Poderes, e o clima em Brasília permanece tranquilo até o momento.