No dia 27 de agosto de 2021, o governador do Texas, Greg Abbott, sancionou uma lei para redesenhar os mapas eleitorais do estado, atendendo a um pedido do então presidente dos EUA, Donald Trump. O objetivo era conquistar cinco assentos na Câmara dos Representantes dos EUA, atualmente ocupados por democratas, para os republicanos.
A sanção ocorreu após a legislatura do estado aprovar a medida na semana anterior, em meio a uma batalha nacional sobre redistritamento eleitoral. “O Texas agora está mais vermelho no Congresso dos Estados Unidos”, declarou Abbott em um vídeo postado nas redes sociais, após assinar o projeto de lei com um marcador.
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De acordo com informações do Daily Wire, republicanos acreditam que a conquista de mais assentos no Texas ajudará o partido a manter sua pequena maioria na Câmara dos Representantes dos EUA nas eleições de meio de mandato de 2022. Outros estados controlados por republicanos também estão considerando ações semelhantes.
Por outro lado, a Califórnia e outros estados onde os democratas detêm o poder prometem retaliar essas iniciativas. A legislatura da Califórnia aprovou um plano de redistritamento na semana passada, visando garantir cinco assentos adicionais para os democratas. O plano da Califórnia ainda precisa ser aprovado pelos eleitores em novembro, enquanto o plano do Texas não requer aprovação dos eleitores, mas enfrenta desafios judiciais.
A aprovação do projeto de lei no Texas foi adiada por duas semanas após mais de 50 membros democratas da Câmara estadual realizarem uma retirada que negou aos republicanos o quorum legislativo necessário. Os democratas argumentaram que o novo mapa do Texas viola a lei federal ao diluir o poder de voto dos hispânicos e negros e discriminar com base na raça.
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Os republicanos do Texas que patrocinaram o projeto de lei afirmaram que os mapas foram redesenhados com base na história de votação, e não na raça. A maioria dos americanos acredita que redesenhar linhas eleitorais para maximizar ganhos políticos, conhecido como gerrymandering, é prejudicial à democracia, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta semana.