Bundesarchiv, Bild 102-13378/Wikimedia Commons

A Argentina anunciou, na terça-feira, 25 de março de 2025, a desclassificação de todos os arquivos governamentais relacionados a nazistas que fugiram para o país após a Segunda Guerra Mundial, conforme reportado pelo Buenos Aires Times via DNEWS. A medida, divulgada pelo ministro do Interior Guillermo Alberto Francos, incluirá registros de contas bancárias ligadas a nazistas e detalhes das “ratlines” — rotas financeiras e logísticas usadas para escapar da justiça.

Estima-se que até 10 mil nazistas e criminosos de guerra fascistas, incluindo figuras como Adolf Eichmann, arquiteto da Solução Final, e Josef Mengele, conhecido como “anjo da morte”, tenham se refugiado na Argentina e outros países da América Latina para evitar punição pelos horrores do Holocausto. Rumores persistentes também sugerem que Adolf Hitler teria vivido no país, apesar de historiadores mainstream afirmarem que ele se suicidou em Berlim em 1945, ao lado de Eva Braun, com seus restos descobertos e enterrados pelos soviéticos.

Os arquivos a serem liberados podem revelar informações sobre as operações bancárias e as rotas de fuga, como as investigadas pelo senador americano Chuck Grassley (R-Iowa), presidente do Comitê Judiciário do Senado. Grassley, que solicitou a desclassificação ao presidente argentino Javier Milei em fevereiro, busca esclarecer o papel do Credit Suisse no atendimento a contas nazistas. Em 2020, o Simon Wiesenthal Center encontrou documentos em Buenos Aires identificando mais de 12 mil nazistas na Argentina nos anos 1930, ligados a esse banco.

Milei prometeu cooperação total ao Simon Wiesenthal Center, renomado por caçar nazistas. Eichmann foi capturado por agentes israelenses em 1960 na Argentina, julgado e enforcado em Israel, enquanto Mengele, após ser libertado pelos EUA em 1945, viveu no país até 1959, fugindo depois para Paraguai e Brasil, onde morreu em 1979. Um documento da CIA, desclassificado em 2017, investigou a possibilidade de Hitler ter sobrevivido até 1955 na América do Sul, com base no relato de um ex-soldado SS, mas a nova desclassificação pode ou não esclarecer essa teoria.

A liberação dos arquivos, que Grassley vincula ao combate ao antissemitismo nos EUA, promete lançar luz sobre as redes de fuga nazistas, embora não se saiba se confirmará conspirações como a de Hitler. A iniciativa reflete um esforço argentino para confrontar seu passado e atender a pressões internacionais,segundo a Fox News.

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