Fontes anônimas do Hamas informaram ao jornal saudita Asharq Al-Awsat, em reportagem publicada na sexta-feira, 28 de março de 2025, que o grupo terrorista executou indivíduos suspeitos de espionagem em áreas de Gaza onde seus líderes foram alvos de ataques israelenses. As execuções ocorrem em meio a uma ofensiva intensificada da Força de Defesa de Israel (IDF) contra altos oficiais do Hamas desde a retomada dos combates em 18 de março.
Segundo as fontes, o Hamas realizou “tribunais revolucionários” para julgar os suspeitos. “Aqueles comprovadamente culpados de espionagem foram executados, enquanto outros ainda estão sob investigação”, relatou uma fonte. Desde o início da escalada, a IDF eliminou 150 terroristas, incluindo 10 líderes do Hamas, em ataques amplos na Faixa de Gaza, conforme apurado pelo The Jerusalem Post. Entre os mortos estão o porta-voz Abdel Latif al-Qanou, o “primeiro-ministro” político Issam al-Da’alis, o diretor do Ministério do Interior Mahmoud Abu Watfa, o chefe de segurança interna Bahjat Abu Sultan e o ministro da Justiça Ahmed Omar al-Hatta. Um informante do Hamas destacou: “A escalada levou a medidas de segurança mais rigorosas nos níveis político, militar e governamental.”
As fontes afirmaram que Israel aproveitou o cessar-fogo para intensificar seus esforços de inteligência, utilizando tecnologias como rastreamento e escutas de indivíduos. Além disso, as paradas de propaganda do Hamas com reféns, exibidas durante o acordo de cessar-fogo, permitiram à IDF monitorar e localizar oficiais do grupo, potencializando os ataques recentes,conforme o The Jerusalem Post.