Na segunda-feira, 24 de março de 2025, os Emirados Árabes Unidos (EAU) condenaram três indivíduos à pena de morte pelo assassinato de Zvi Kogan, cidadão com dupla nacionalidade israelense e moldava, ocorrido em novembro de 2024 no país do Golfo, conforme informou a agência estatal WAM. Um quarto réu recebeu prisão perpétua por envolvimento no crime contra o emissário da Chabad, grupo judaico ortodoxo que promove conexões com judeus não afiliados ou seculares em todo o mundo.
A Câmara de Segurança do Estado do Tribunal Federal de Apelações de Abu Dhabi julgou os quatro réus, acusados de sequestro e assassinato premeditado com intenção terrorista. Os três principais responsáveis foram sentenciados à morte, enquanto o cúmplice, que auxiliou no crime, pegou prisão perpétua, com deportação prevista após cumprir a pena. A decisão unânime foi baseada em confissões detalhadas, relatórios forenses, exames post-mortem, detalhes dos instrumentos usados e testemunhos, conforme apresentado pela promotoria de segurança estatal.
O Procurador-Geral Dr. Hamad Saif Al Shamsi ordenou, em janeiro de 2025, um julgamento rápido após investigações que revelaram o rastreamento e execução de Kogan pelos réus. Sob a lei dos EAU, sentenças de pena capital são automaticamente revisadas pela Divisão Criminal da Suprema Corte Federal. Al Shamsi destacou que o veredicto “reflete o compromisso inabalável dos EAU em combater o terrorismo, alinhado aos mais altos padrões de justiça e estado de direito, garantindo um julgamento justo”.
A sentença reforça a política de segurança dos EAU, que, segundo o Procurador-Geral, protege todos os residentes independentemente de religião ou etnia. A morte de Kogan, representante da Chabad, marca um caso raro de violência contra figuras religiosas no país, contrastando com sua imagem de estabilidade,de acordo com o The Jerusalem Post.