Roque de Sá/Agência Senado

A deputada Carol De Toni (PL-SC), líder da minoria na Câmara, declarou com exclusividade ao portal Oeste na quinta-feira, 3 de abril de 2025, que o movimento de obstrução parlamentar pode se intensificar caso o Projeto de Lei (PL) da Anistia, que beneficia os presos dos atos de 8 de janeiro de 2023, não avance. A afirmação veio após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedir aos líderes partidários que não assinassem o requerimento de urgência para acelerar a tramitação da proposta, adiando sua votação no plenário prevista para a próxima semana.

Diante do obstáculo, o Partido Liberal (PL) ajustou sua abordagem e agora coleta assinaturas para pressionar Motta a pautar a urgência. Até o dia 3, 165 deputados haviam assinado o documento, que precisa de 257 votos para ser aprovado. “A anistia é nossa prioridade número um, e não vamos recuar”, afirmou Carol De Toni, destacando que exibir o apoio parlamentar é essencial para forçar a votação. “Quem defende a democracia e tem sensibilidade jurídica sabe que isso vai além de ideologias — é uma questão de justiça contra a perseguição política”, disse.

Questionada sobre a possibilidade de intensificar a obstrução caso o PL não progrida, a deputada confirmou: “Sem dúvida. A aprovação da anistia é questão de tempo, e seguiremos firmes até que seja pautada e votada. Se não houver avanços, a tendência é que a obstrução cresça nas próximas semanas.” Ela enfatizou o papel do PL como “voz dos silenciados”, expondo “acusações infundadas, penas desproporcionais e violações de direitos” para sensibilizar a sociedade sobre a urgência da medida.

De acordo com a Revista Oeste, o pedido de Motta reflete resistências à pauta, mas a determinação do PL em avançar com a anistia sinaliza um embate prolongado na Câmara. A coleta de assinaturas e a ameaça de obstrução são estratégias para manter a pressão, enquanto o debate sobre os presos do 8 de janeiro segue polarizando o cenário político.

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