Revista Oeste/Reprodução.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou, em 2022, uma proposta de Termo de Compromisso apresentada por nove suspeitos investigados por operações fraudulentas no mercado de capitais, relacionadas à terceira emissão de cotas do fundo Brazil Realty FII, conforme reportagem exclusiva do portal iG publicada na quinta-feira, 27 de março de 2025. O caso envolve Daniel Vorcaro, principal nome do Banco Máxima (rebatizado Banco Master em 2021), seu pai Henrique Vorcaro, seu primo Felipe Vorcaro e outras figuras e empresas ligadas ao fundo imobiliário.

A investigação da CVM identificou infrações à Instrução 08/79, incluindo manipulação no mercado secundário e uso de ativos questionáveis na integralização do fundo. Além de Daniel, que também é sócio da SAF do Atlético Mineiro e administra um fundo do clube, estão entre os acusados Antônio Carlos Freixo Júnior, Banco Máxima S.A., Entre Investimentos e Participações Ltda., Milo Investimentos S.A., MG I Desenvolvimento Imobiliário SPE Ltda. e Viking Participações Ltda. Em 2024, o Banco Master contratou Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, como consultor, antes de ser vendido ao Banco de Brasília (BRB) por R$ 2 bilhões.

O processo revelou:

Para evitar denúncia criminal sem admitir culpa, os suspeitos ofereceram R$ 3 milhões, divididos em: Antônio Carlos Freixo Júnior (R$ 200 mil), Entre Investimentos (R$ 300 mil), Banco Máxima, Daniel Vorcaro e Viking (R$ 1 milhão), e Milo, MG I SPE, Henrique e Felipe Vorcaro (R$ 1,5 milhão). Eles também se propuseram a contratar um avaliador indicado pela CVM para revisar os ativos, pagando a diferença se o valor fosse inferior. O Comitê de Termo de Compromisso, com apoio da Procuradoria Federal Especializada, rejeitou a oferta, considerando-a insuficiente frente ao prejuízo de R$ 5,8 milhões e à gravidade das infrações.

A decisão da CVM reforça a seriedade das violações, que comprometem a confiança no mercado financeiro. O envolvimento dos Vorcaro, figuras ligadas ao Banco Master e à Itaminas (ex-propriedade da família de Cristiano Paz, do Mensalão), destaca a complexidade do caso, que segue em andamento no âmbito administrativo, segundo a Revista Oeste.

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