Na tarde de sexta-feira, 28 de março de 2025, as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram um ataque a um edifício no subúrbio sul de Dahiyeh, em Beirute, após dois foguetes serem disparados do Líbano contra o norte de Israel pela manhã. O bombardeio, o primeiro ataque pesado desde o cessar-fogo assinado em novembro entre Israel e o Hezbollah, foi direcionado a uma estrutura usada pelo grupo para armazenar drones, pertencente à unidade aérea 127 do Hezbollah, segundo a IDF.
Pouco antes do bombardeio, o porta-voz da IDF em árabe, Coronel Avichay Adraee, emitiu um alerta de evacuação para o prédio em Dahiyeh. Mais cedo, às 7h50, sirenes soaram em Kiryat Shmona, Margaliot, Tel Hai e Misgav Am, no norte de Israel, devido aos foguetes. A IDF informou que um foi interceptado e o outro caiu em território libanês, sem causar feridos, conforme o serviço de emergência Magen David Adom (MDA). O Hezbollah negou responsabilidade pelo ataque.
O ministro da Defesa, Israel Katz, alertou: “Se não houver paz em Kiryat Shmona e nas comunidades da Galileia, também não haverá em Beirute.” Ele responsabilizou o governo libanês, afirmando que “qualquer disparo contra a Galileia é de sua responsabilidade direta”, e prometeu: “Não permitiremos um retorno ao cenário de 7 de outubro. Responderemos com força a qualquer ameaça.” Já o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett defendeu uma resposta mais ampla, escrevendo no X/Twitter: “Quando o Hezbollah, proxy do Irã, ataca Israel, Israel deve retaliar em Teerã. Só assim o Irã entenderá: não se ataca o Estado judeu.”
De acordo com o The Jerusalem Post,antes do ataque em Beirute, a IDF já havia alvejado alvos do Hezbollah no sul do Líbano, evidenciando a fragilidade do cessar-fogo de novembro. A escalada reacende tensões na região, com Israel reforçando sua postura de segurança máxima.