U.S. Embassy Tel Aviv/Wikimedia Commons

Na terça-feira, 25 de março de 2025, o Ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, assinou uma diretiva para remover imediatamente todas as tarifas sobre importações dos Estados Unidos, antecipando-se ao anúncio do presidente Donald Trump de implementar tarifas recíprocas em 2 de abril, batizado pela administração americana como “Dia da Libertação”. A medida, coordenada com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o Ministro da Economia Nir Barkat, aguarda aprovação final do Comitê de Finanças do Knesset e a assinatura de Barkat.

Smotrich justificou a ação como um passo para adotar uma “política de tarifa zero” e “manter relações comerciais positivas” com os EUA, principal parceiro comercial de Israel, com um comércio bilateral de bens estimado em US$ 37 bilhões em 2024. Segundo o Representante Comercial dos EUA, as importações americanas de Israel somaram US$ 22,2 bilhões, enquanto as exportações foram de US$ 14,8 bilhões. “Eliminar tarifas sobre importações dos EUA protege a economia israelense em um momento delicado e fortalece nossa aliança com os EUA”, declarou Smotrich, prometendo proteger as exportações e a competitividade de Israel globalmente.

Netanyahu destacou que a redução das tarifas alfandegárias beneficiará os consumidores israelenses, podendo reduzir o custo de vida com o aumento das importações de alimentos e produtos agrícolas dos EUA. “Esse é mais um passo na política de uma década dos meus governos para abrir o mercado à competição e baixar custos”, afirmou. As tarifas a serem eliminadas incluem frutas, vegetais e outros itens agrícolas, que geram atualmente mais de US$ 11,3 milhões anuais ao Tesouro israelense, segundo o Ministério das Finanças.

O acordo de livre comércio EUA-Israel de 1985 já eliminou quase todas as tarifas até 1995, exceto algumas restrições agrícolas permitidas. Dan Catarivas, presidente da Federação Israelense de Câmaras de Comércio Binacionais, disse ao The Times of Israel que as tarifas remanescentes protegem a agricultura local contra produtos americanos baratos. “Eliminar essas tarifas exigirá uma política agrícola para apoiar os produtores locais”, alertou. Trump anunciou no domingo, 23, que suas tarifas atingiriam “todos os países”, mas assessores indicaram foco em nações com maiores desequilíbrios comerciais.

A decisão de Israel busca alinhar-se aos EUA antes do “Dia da Libertação”, evitando retaliações e fortalecendo laços econômicos, enquanto enfrenta o desafio de equilibrar interesses domésticos e pressões internacionais, conforme o Daily Wire.

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