דוברות נתיבי ישראל/Wikimedia Commons

Na quarta-feira, 2 de abril de 2025, o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que a ofensiva militar na Faixa de Gaza está sendo ampliada para “esmagar” os terroristas do Hamas, eliminar sua infraestrutura e capturar “grandes áreas” que serão incorporadas às zonas de segurança do país. A operação, que inclui a “extensa evacuação” de civis das áreas de combate, visa reforçar o perímetro de segurança ao longo da fronteira norte e leste de Gaza, uma medida histórica para proteger cidadãos israelenses próximos ao território.

“Estamos expandindo a operação para esmagar e limpar a área de terroristas e suas estruturas, tomando grandes áreas que se somarão às zonas de segurança de Israel”, afirmou Katz em comunicado. Ele pediu à população de Gaza que “expulse o Hamas e devolva todos os reféns”, destacando que o grupo ainda mantém 59 cativos, dos quais 24 estariam vivos, enquanto a maioria foi libertada em acordos de cessar-fogo. “Essa é a única maneira de acabar com a guerra”, declarou.

O Fórum das Famílias dos Reféns, que representa a maioria dos afetados, expressou consternação com o anúncio. “Estamos horrorizados com a decisão de expandir as operações militares”, disseram, argumentando que o governo israelense tem a obrigação de libertar os 59 reféns por todos os meios possíveis. “Cada dia aumenta o risco às suas vidas, em condições horríveis — acorrentados, abusados e precisando de cuidados médicos”, alertou o grupo, pedindo um acordo imediato para trazer “os vivos para reabilitação e os mortos para sepultamento digno” e encerrar o conflito. Eles também apelaram à administração Trump e outros mediadores para pressionar o Hamas pela libertação.

Na noite anterior, ataques aéreos israelenses em Khan Younis, no sul de Gaza, mataram 17 pessoas, segundo autoridades hospitalares. O Hospital Nasser recebeu 12 corpos, incluindo cinco mulheres (uma grávida) e duas crianças, enquanto o Hospital Europeu de Gaza registrou cinco vítimas de dois ataques distintos. A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023 com um ataque surpresa do Hamas que matou cerca de 1.200 pessoas e sequestrou 251, já resultou em mais de 50 mil mortes palestinas, conforme o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, que não distingue civis de terroristas. Israel afirma, sem provas, ter eliminado cerca de 20 mil combatentes, conforme a Fox News.

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