A crescente ameaça do crime organizado no país parece encontrar eco na opinião pública brasileira. Uma pesquisa recente da PoderData revela que um contingente significativo de eleitores – 53% –, concorda com a classificação dos Estados Unidos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, uma medida tomada em resposta à escalada da violência perpetrada por essas facções.
De acordo com a Revista Oeste, essa avaliação positiva reflete o crescente descontentamento nacional diante das ações criminosas sem controle exercidas pelo PCC e CV, que historicamente desafiam as autoridades brasileiras e representam um perigo iminente para toda a sociedade. A pesquisa também aponta 33% de manifestação negativa em relação à decisão americana – uma parcela expressiva que compreende o receio gerado pelas implicações dessa classificação no âmbito da segurança nacional.
Como apurou a Revista Oeste, a medida dos EUA categoriza as organizações criminosas como “Terroristas Globais Especiais Designados” com efeito imediato e estabelece sua entrada em vigor na próxima sexta-feira 5, classificando-os também de “Organizações Terroristas Estrangeiras”. O governo norteamericano justificou essa decisão ressaltando a violência extrema do CV e PCC – que comandam milhares de membros –, seus ataques brutais contra forças policiais e civis brasileiros.
O Palácio do Planalto demonstra preocupação com o potencial efeito da classificação americana, temendo uma possível incursão das tropas americanas em território nacional e um retrocesso na cooperação entre as polícias dos dois países. Além disso, há receios expressos nas esferas financeiras sobre a aplicação de sanções bancárias contra instituições brasileiras atuantes no mercado global, o que pode desencadear impactos negativos para os indicadores econômicos nacionais.









