A devastação na Venezuela excede largamente as versões oficiais do governo Maduro, com uma estimativa alarmante de que cerca de 60 mil edifícios foram danificados ou completamente destruídos pelos recentes terremotos.
Segundo a Revista Oeste, Jamon Van Den Hoek e Corey Scher da Universidade Estadual do Oregon e da Universidade Cidade de Nova York respectivamente, calcularam um impacto imenso: 58.870 edificações afetadas nos tremores que sacudiram o país na semana passada. A concentração mais grave dos danos se encontra em La Guaira, epicentro da tragédia com elevado número de vítimas fatais e desaparecidos.
As discrepâncias entre a avaliação científica independente e os números apresentados pelo governo venezuelano – que limitam-se a “centenas” de edifícios danificados– revelam uma preocupante falta de transparência diante do desastre. Até o momento, as autoridades oficiais reportaram quase 1.500 mortos, com mais de 12 mil pessoas sem moradia, números que certamente serão revisados para cima à medida que a situação se agrava.
A magnitude dos terremotos foi expressiva: um tremor inicial na quarta-feira (24) próximo a San Felipe registrou uma força de 7,2 graus e profundidade de 21,9 quilômetros, seguido por outro trepido em Yumare com intensidade de 7,5. Como apurou a Revista Oeste, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) projeção inicial indicava um risco significativo de que o número total de vítimas pudesse variar entre 10 mil e 100 mil pessoas – uma probabilidade de 44% para a faixa superior desse intervalo. A chance ainda alarmante de mais de 100 mil mortos demonstra a graviosdade da situação na Venezuela, evidenciando falhas estruturais que precisam ser investigadas.
Um novo abalo sísmico atingiu o país no dia seguinte (29), com magnitude de apenas 4,6 graus e epicentro próximo à cidade de Caraballeda – localizado a 10 km da superfície terrestre e a 27km distante do centro urbano.









