A Nicarrégua se aprofunda na repressão contra qualquer forma de oposição judicial, com um número alarmante de advogados independentes tendo suas licenças profissionais suspensas sob alegações obscuras e despropositadas. Segundo a Revista Oeste, a Corte Suprema de Justiça removeu os nomes de mais de 2 mil juristas críticos ao governo sandinista da plataforma digital do Poder Judiciário nos últimos dias – uma medida que efetivamente impede o exercício legítimo desta profissão no país.
O ato nefasto se manifestou com notificações imediatas aos advogados, conduzidas por policiais prisionais e assistentes jurídicos nas sedes dos tribunais de Manágua. A ação revela a total falta de respeito à liberdade jurídica na Nicaráguas. Essa medida foi prontamente condenada pela oposição política e juristas exilados que consideram essa decisão uma “decretação de morte civil” para o sistema legal do país, imitando a estratégia da máquina estatal em confiscar bens e negar nacionalidade a jornalistas e defensores dos direitos humanos.
A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou sobre a situação. Como apurou a Revista Oeste, o jurista Reed Brody, integrante do comitê internacional responsável pelo monitoramento da violência política na América Central, criticou duramente que o país não atende aos requisitos mínimos de independência judicial, ao cancelar cadastros sem um processo legal prévio. Essa prática elimina qualquer possibilidade de defesa para os cidadãos nicargüenses e representa uma grave violação dos direitos fundamentais consagrados internacionalmente.
O regime do ditador Daniel Ortega e sua vice-presidente Rosario Murillo exerce controle absoluto sobre as instituições da Nicarágua há quase duas décadas, consolidando o poder através de leis que restringem a vigilância social por meio de medidas consideradas autoritárias. A Liberales Nicaragua manifestou indignação contra essa decisão judicial, denunciando a transformação do direito em mero instrumento alheio aos interesses palacianos.









