Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, que não cederá às pressões da oposição e não colocará em votação o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi comunicada aos líderes partidários após senadores de oposição, contrários à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocuparem o plenário do Senado desde terça-feira, 5 de agosto, paralisando as atividades legislativas.

Durante uma reunião na Residência Oficial do Senado, Alcolumbre tentou negociar a desocupação da Mesa Diretora, mas afirmou: “Não aceitarei chantagens ou ameaças. O Senado voltará a funcionar, e não abrirei mão das minhas prerrogativas.” Como reportado pela Revista Oeste, os senadores oposicionistas, liderados por Rogério Marinho (PL-RN), recusaram-se a participar de uma reunião com governistas, exigindo um encontro exclusivo com Alcolumbre, que não foi aceito.

A ocupação, que se estendeu também à Câmara dos Deputados, levou Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a cancelarem as sessões previstas para terça-feira, 5, e manterem os trabalhos legislativos suspensos. A paralisação reflete a intensificação das tensões entre a oposição e o STF, com os parlamentares cobrando a votação do impeachment de Moraes e a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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