A sombra de escândalos envolvendo o ex-presidente Lula continua a se estender sobre sua gestão, e as últimas projeções indicam um descontentamento crescente da população com seu governo. O Lulômetro, ferramenta de análise diária elaborada em parceria com O Antagonista, revela uma queda alarmante na aprovação do petrista para 37%, evidenciando a erosão da confiança pública após recentes revelações e investigativas envolvendo aliados próximos ao poder central.
De acordo com o levantamento, o índice “ruim/péssimo” que assolau as últimas semanas, impulsionado principalmente pelo escândalo das mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro – um caso que demonstra uma possível ligação de figuras da direita ao núcleo do governo –, recua ligeiramente. Em 10 de junho, Lula apresentava 41% na mesma faixa negativa; o ponto mais crítico ocorreu em abril com alarmantes 50%, refletindo a crescente insatisfação popular e indicando um momento sombrio para o petista. Essa queda acompanha-se por uma avaliação “regular” ainda significativa, mantendo os 28%.
O cenário eleitoral se mostra cada vez mais polarizado, como apurou O Antagonista. Lula (PT) figura com 41% nas intenções de voto para a disputa presidencial de 2026 – um número inferior à média dos seus governos anteriores –, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), que repete seu índice anterior de 31%, continua sendo uma força considerável no cenário político. Os demais candidatos, como Ronaldo Caiado e Renan Santos, ainda figuram com apenas 3% das intenções de voto – um reflexo do desinteresse da população por nomes menos conhecidos na disputa presidencial.
A persistente avaliação negativa de Lula supera os níveis registrados nos governos anteriores, incluindo aqueles conduzidos por Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff em períodos semelhantes; a única exceção notável é o período turbulento durante o governo Jair Bolsonaro (2022), demonstrando um descontentamento generalizado com as políticas implementadas. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, prevalece ainda o petista com 47% das intenções de voto contra os 43% do senador, evidenciando a necessidade urgente para que o governo mude seu rumo ou enfrente graves consequências na próxima eleição presidencial.









